segunda-feira, 14 de outubro de 2013

O Coração na Gaiola

Aprendemos desde cedo a identificar objetos, coisas e pessoas como sendo “meu”, “seu”, “dele” ou “nosso”. Parece que, necessariamente, tudo deve pertencer a alguém ou algo, tornando essa classificação de posse como parte da sua identidade. É preciso parar e repensar esse comportamento: o de que as pessoas existem em relação a nós ou à alguém.

A relação de posse aprisiona. Mesmo sem perceber, quando dizemos que fulano é meu irmão, ou meu amigo ou meu namorado, estamos implicitamente impondo regras de conduta a ele, regras que supomos haver pelo tipo de relação que estabelecemos com ele. Não só esse comportamento aprisiona o outro, como também nos aprisiona.

A posse do outro é a prisão de nós mesmos
Aprisiona-nos porque geramos expectativas de como esse “nosso” outro deve agir. Colocamos a outra pessoa sob uma perspectiva nossa, ou seja, sob uma perspectiva egoísta. Quando fazemos isso, não aceitamos o outro pela sua verdadeira natureza, mas pelo o que aceitamos no seu comportamento como sendo certo para nós.

Construindo relações verdadeiras
Será que é possível estabelecer verdadeiros vínculos dessa forma? Será que construímos relações de amor, de aceitação mútua e de respeito? É hora de repensarmos a maneira como enxergamos o outro: não como extensão de nós mesmos, mas como seres humanos livres que escolhem compartilhar suas vidas conosco.





Querer-se livre é também querer livres os outros.”
Simone de Beauvoir






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