Deixa-me falar a ti como gostaria de fazê-lo sempre, se as barreiras culturais mo permitissem. Deixa-me começar pedidndo-te algo deveras dificil. Mas...fá-lo por mim. Peço-te que transcendas o ego.
Assim, esquece que és um ente humano, esquece que és homem ou mulher. Esquece que o sou também. Só assim poderás receber esta mensagem,pois ela é de amor, de mim para ti.
Já com a tua ajuda, não é um homem que ouves, é uma voz, só. Uma vibração anónima e indisitinta que paira no espaço e vai, sem polaridade ao teu coração para tocá-lo lá no fundo. Para dar-te carinho e compreensão. Sente comingo! Vibra comigo!
Sente – como eu – os olhos húmidos de emoção. Sente o meu amor, pois eu o sinto por ti, sinceramente.
Tenta livrar-te dos tabus e condicionamentos culturais, solta as amarras e...permite a ti mesmo amar um pouco. Verás como é gratificante esse sentimento. Como é repousante e suave. Como refas as energias para suportar as agruras do dia-a-dia.
Ama profunda e sinceramente, sem reservas, sem receios, sem preconceitos.
Nada temas: também o sito por ti e não me acanho de dizê-lo. Ouve:
- Eu te amo intensamente. Amo a tua alma e sei que ela é luminosa como a aurora; amo o teu corpo e creio com convicção que ele é puro e sem mácula.
Aceita-me! Olha: ofereço-te meu coração que palpita de paixão desineressada por ti, cujo calor tenta te transmitir uma mensagem de amor incondicional.
Descontrai teus sentimentos antes que se atrofiem. Deixa que teu peito palpite e que teus olhos sorriam de inefável regozijo.
Sente a ternura da criança que te sorri: ama-a de todo o coração aspira a meiguice da flor que te agradece o amor total que tu sentes por ela (tu o sentes ,não é?)
Não te envergonhes de apiedar-te daquele mendigo ancião ou de respeitar os vassalos da tua casa. Abre-te a mim como eu me abro a ti. Sente-me como te sinto a ti. Sinto-te, criatura, e me identifico contigo. Sou uno com tua alma a ponto de sentir-te a carne, pois, ó ente puríssimo vejo o Todo em ti.
DeRose
Tratado de Yôga
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