
Num gesto já habitual sacudo as palmas das mãos uma de encontro à outra. De tão habitual o gesto já antecipa todo o prazer de sentir a neve deslizar por baixo de mim.
Lentamente desloco o meu centro de equilíbrio e vou imprimindo ritmo à descida. Posso até ouvir a lâmina sibilante da prancha desenhar a neve. Deixo os cristais suspensos e toda a energia da montanha entrarem em mim e tornarem-me assim imensa como tudo o que vejo.
E torno-me assim imensa como tudo o que vejo. E torno-me parte do todo. De repente não existe prancha, neve imaculada, montanhas à minha volta ou mesmo eu. Apenas um só ritmo, uma perfeita sincronização em que eu sou o som que desliza e o vento que se entretém com o meu cabelo.
Os cantos dos lábios erguem-se e dou expressão ao desmedido prazer de descobrir este universo só meu.
Lentamente desloco o meu centro de equilíbrio e vou imprimindo ritmo à descida. Posso até ouvir a lâmina sibilante da prancha desenhar a neve. Deixo os cristais suspensos e toda a energia da montanha entrarem em mim e tornarem-me assim imensa como tudo o que vejo.
E torno-me assim imensa como tudo o que vejo. E torno-me parte do todo. De repente não existe prancha, neve imaculada, montanhas à minha volta ou mesmo eu. Apenas um só ritmo, uma perfeita sincronização em que eu sou o som que desliza e o vento que se entretém com o meu cabelo.
Os cantos dos lábios erguem-se e dou expressão ao desmedido prazer de descobrir este universo só meu.
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