PÔR-DO-SOL EM MATOSINHOS
O desafio foi atirado para o ar e quando dei por mim, já tinha dito que sim. “Vamos lá ao mar!” Quando dei conta já éramos uns seis, e só nessa altura percebi que o céu escuro ameaçava chuva na certa. Mas também…a pele humana é impermeável e depois, um dia não são dias! Fui!
Claro está, que ainda nem tinha chegado ao mar e pude sentir as gotas certeiras, não tão acutilantes quanto os olhares curiosos de quem me via atravessar a rua de biquini num final de tarde de domingo cinzento. Ainda com a areia debaixo dos pés, senti a alma encher-se e a emocionalidade a aflorar à superfície da pele. Melhor do que o curso, melhor que evoluir naquele domingo, foi ver aquele grupo de amigos ali na água a celebrar a chuva, a amizade e o facto de estarmos ali.
Quando tiver 98 anos e estiver rodeada de muita gente que me ama, este será certamente um dos muitos momentos que me vão fazer sentir que a vida é mesmo fenomenal e só nos cabe a nós vivê-la o melhor possível.
Obrigada a todos os que preencheram o meu mar neste domingo!
(incluindo os que suspenderam uma viagem de três horas só para dar um mergulho!)
(incluindo os que suspenderam uma viagem de três horas só para dar um mergulho!)

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