Queridos todos,
"Só se tem verdadeiramente algo quando se pode abdicar do mesmo"
Se eu não sou capaz de abdicar de um projecto ou de um sonho, então não o poderei efectivamente ter. Poder usufruir em plenitude de algo pressupõe vivenciá-lo para além da necessidade da posse, sob pena de estarmos apenas a alimentar o ego. Amar verdadeiramente vai muito além da necessidade da reciprocidade e por isso, só é possível quando formos capazes de abdicar do objecto, sonho ou pessoa amada.
É um processo cíclico que nos leva a compreender que, se somos capazes de abdicar de algo que tanto queremos, é também porque a nossa felicidade transcende esse sonho, objecto ou pessoa, e que o tendo ou não, continuaremos felizes. A característica imutável do ser sobressai à instabilidade do ter. Se por um lado o ego é fundamental para a motivação, em última instância, é um limitador enorme à realização humana, quando se torna o fim e o motivo das nossas acções.
Quando se pode abdicar de algo é quando usufruímos e vivemos sem o receio de o perder. É quando nos entregamos profunda e intensamente à vivência, sabendo da sua finitude mas sem que isso comprometa a experiência, e dando sempre, o melhor e o mais profundo de nós.
Agradeço a inspiração do tema à querida amiga e aluna, Benedita.
Um abraço de boa noite,
2 comentários:
Amei a reflexão!
Obrigado.
Beijo enorme para ti.
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