terça-feira, 8 de março de 2011

Para reflectir

Queridos todos,

"Só se tem verdadeiramente algo quando se pode abdicar do mesmo"

Se eu não sou capaz de abdicar de um projecto ou de um sonho, então não o poderei efectivamente ter. Poder usufruir em plenitude de algo pressupõe vivenciá-lo para além da necessidade da posse, sob pena de estarmos apenas a alimentar o ego. Amar verdadeiramente vai muito além da necessidade da reciprocidade e por isso, só é possível quando formos capazes de abdicar do objecto, sonho ou pessoa amada.

É um processo cíclico que nos leva a compreender que, se somos capazes de abdicar de algo que tanto queremos, é também porque a nossa felicidade transcende esse sonho, objecto ou pessoa, e que o tendo ou não, continuaremos felizes. A característica imutável do ser sobressai à instabilidade do ter. Se por um lado o ego é fundamental para a motivação, em última instância, é um limitador enorme à realização humana, quando se torna o fim e o motivo das nossas acções.

Quando se pode abdicar de algo é quando usufruímos e vivemos sem o receio de o perder. É quando nos entregamos profunda e intensamente à vivência, sabendo da sua finitude mas sem que isso comprometa a experiência, e dando sempre, o melhor e o mais profundo de nós.

Agradeço a inspiração do tema à querida amiga e aluna, Benedita.

Um abraço de boa noite,

2 comentários:

Maria Benedita disse...

Amei a reflexão!

Thiago Duarte disse...

Obrigado.

Beijo enorme para ti.